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O grito d'alma
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No grito d'alma as palavras não querem calar... elas afogam, pletoram e, se não libertas, matam
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25.4.09
GURI
O melhor que há em mim está no que esse menino consegue fazer fluir-me tão natural
Ele me diz sem dizer os valores, a beleza, a pureza que me fizeram acreditar que eu não tinha
Nos olhinhos do meu guri, acredito no calor de Deus que me aquece a alma, e confio, porque ali, em nós, não há o acaso
Juntos somos o amor mais puro e chegamos tão perto de tudo o que transcende
Eis aí mostrada bela prova da insignificância das pobres palavras
O Filósofo anotou às 23:32.
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24.4.09
... mas não queria, eu, respostas, não.
Dá-las, ou recebê-las, não.
Hoje, aquele chá mate quentinho e biscoitos amanteigados deliciosos, engordativos, e falaríamos sobre coisas bonitas.
O Filósofo anotou às 17:24.
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Gosto das vírgulas. Amiga minha que escreve super bem já disse que eu exagero. Fa-ze-ro-quê? Gosto de olhar pelas janelas e captar os momentos insuspeitos de tudo.
O Filósofo anotou às 17:20.
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Mansidão
É das provas mais terríveis. A gente ali, pronto para agir, aguardando ordens da alma e, ao menor apertinho no peito, pularíamos em êxtase rumo à tarefa que nos tiraria do torpor da chuva fina que cai lá fora e em trombas d'agua no peito.
A silente resposta nos faz mais chuva, dia branco da alma e frio.
E, a qualquer momento, no entanto, faz-se a inevitável possibilidade.
O Filósofo anotou às 17:11.
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29.1.09
Falando em caos...
Se estive certo em minhas palavras por tanto tempo, o parto daquela estrela será a fórceps...
O Filósofo anotou às 11:39.
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7.1.09
O vizinho teimoso não tirou suas luzinhas de Natal. Elas não piscam, mas estão lá, só acesas, muito acesas.
Eu também não gostava de tirá-las quando criança. Nem a árvore, nem tudo. Era como se eu próprio decretasse o fim das luzes e daquela coisa boa de olhar para o mundo diferente. Eu sei que pessoas morrem a granel em Gaza, porém, da minha janela, ainda vejo as luzinhas.
O Filósofo anotou às 21:47.
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24.12.08
Esses dias mais fortes são a lembrança da permanente iminência. O sol também faz esse papel. Os minutos, segundos surpreendentes também. Hoje, agora, neste instante, novamente, iminência!
Mas agora somos tantos... Raros esses momentos em que somos tantos!
Feliz Natal!
O Filósofo anotou às 20:58.
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18.10.08
há esse silêncio no nosso olhar
espécie de inconsciente do bem que as perversões da psicanálise nunca veriam
um saber sem saber
nem só pai e filho, mas um quê que nos é comum, um quê que nos faz irmãos em algo maior
O Filósofo anotou às 23:50.
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tantas crianças arrumam as doenças que dizem sobre a obrigação de estar aqui
mas meu filho nasceu chutando e vivo e querendo pizza, churrasco, festa, cerveja
está nos olhos dele que ele celebra tudo e todos
e abraça, e fala doce, papai
O Filósofo anotou às 23:47.
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não pensava nisso enquanto brincava de pega-pega com o meu filho
não pensava senão nele, como lindo é ele
O Filósofo anotou às 23:44.
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não obstante
e já falei sobre minhas predileções pelo verbo obstar
quando a gente aprende sobre o arbítrio de qualquer jeito de olhar
tudo
muda
O Filósofo anotou às 23:43.
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sim, tenho compaixão por conhecer as entranhas íntimas dos abismos
já comi de tanta areia dos desertos de asilos que me arrumei
(pois queria covardemente me livrar desse parente enfadonho que me habita)
mas dói
deixei os sonhos e me tornei nietzscheano só porque dói
O Filósofo anotou às 23:42.
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idealista eu?
já disse que a esperança é a doença dos que tudo perderam, um sintoma último
e tanto escândalo dos que têm em Deus essa deformidade
O Filósofo anotou às 23:39.
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palavras adoecem secas
e é fácil é escrever água
O Filósofo anotou às 23:37.
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e nem precisamos nos perder nas miragens de deserto que nos convencemos que a tudo rodeia
O Filósofo anotou às 23:32.
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não tem jeito e nem é fatalismo não.
bem, beleza, tudo-de-bom deixam saudade.
e certo quê de putz
O Filósofo anotou às 23:31.
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9.10.08
se fosse possível daria um livro especialíssimo de coisas lindas e perdidas para sempre
O Filósofo anotou às 23:45.
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mó texto legal... eu tinha escrito mó texto.
O Filósofo anotou às 23:44.
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28.9.08
há o quê de inflável na arte
O Filósofo anotou às 21:49.
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fácil dizer, fácil dizer
quero (me) ver vencer o hipnotismo do mal
o prevalecer do hábito que levará à virtude
O Filósofo anotou às 21:48.
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explicar é o embrião do existir
quando nos falta de longe o ser
O Filósofo anotou às 21:47.
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só há o mundo dos olhos
aquele que vejo
que a pele toca
que ouvem os ouvidos
que gostos me trazem
que os sentidos nem explicam
O Filósofo anotou às 21:46.
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a repetição
a maldita repetição
a fé desgraçada na repetição
como se existisse
O Filósofo anotou às 21:45.
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nossa força
nosso inferno
nossa capacidade de desde tenra idade imitar o tanto que os tanto tanto nos tratavam mal
O Filósofo anotou às 21:43.
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será será
a maior das ilusões
o peso do olhar
O Filósofo anotou às 21:41.
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Qual é qual é
o poder
que a realidade tem
O Filósofo anotou às 21:40.
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23.9.08
Alto lá quem vem
Todos vêm
O Filósofo anotou às 01:12.
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(eu sei, palavras, música, sexo, servem pra isso)
O Filósofo anotou às 01:11.
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mas esta palavra que não deveria contrapor nada
O Filósofo anotou às 01:11.
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mas é bom te ver todo esse brilho
O Filósofo anotou às 01:10.
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mas letra a letra somamos sons e nem sequer reparamos o quanto somamos
será testemunho maior esse sobre nosso desamor
O Filósofo anotou às 01:09.
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academicamente vírgulas se fazem tão sonoras
O Filósofo anotou às 01:08.
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Tempo não é bolinho porque não leva farinha
O Filósofo anotou às 00:56.
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22.9.08
Acredita em homenagem?
Não é um tipo de oração?
O Filósofo anotou às 14:59.
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Tudo é possível em se tratando do período das vinte e quatro diárias horas - divinamente possível, diga-se a tempo.
O Filósofo anotou às 14:58.
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Bom vê-las as escritas, seja como for. E as publicações divinas nos cafés com leites matutinos. E as crianças tidas ou sublimadas a correr pelos móveis. Bom amá-las desse tosco jeito possível.
O Filósofo anotou às 14:57.
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seria legal o tradutor de alma, se houvesse: mostraria o coração e encomendaria o poema tal e qual
O Filósofo anotou às 14:54.
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como se cada vez que leio elas dissessem coisas da solidão que adoro sentir. vou até elas e transo tantas coisas que deixam saudade e volto correndo com saudade de mim
estarei com elas a cada tempo mas cada vez que penso no tanto tempo dá a saudade doida de novo e nos tempos que se foram, lembro como hoje, do alívio em me ver tão pertinho e sem instâncias tantas a atravessar algo da alma que queria sorrir
sim, bom tê-las pertinho, que seja apenas para lê-las e sabê-las a tentar a virtude da felicidade. sinto-as minhas da única forma que conseguiria e sorrio feliz
O Filósofo anotou às 14:53.
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20.9.08
ênfase para a necessidade de sentido
O Filósofo anotou às 21:25.
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Cada vez melhor cada vez mais vibrante cada vez mais difícil em palavras
O Filósofo anotou às 21:20.
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PENSE! Agora tente calar.
Silêncio mais que dádiva é o quase milagre da ascensão.
O Filósofo anotou às 21:20.
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não, palavras para espíritos molhadinhos é para definitivamente poucos
O Filósofo anotou às 21:18.
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já pensou aqui minhas gentes burras que nem lêem quando é para entender?
O Filósofo anotou às 21:17.
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sem mais, de repente, tudo, não obstante, do que tiramos coisas tantas, só se quisermos
O Filósofo anotou às 21:15.
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poesia inflável para a vida de Nietzsche
O Filósofo anotou às 21:15.
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poesia chata para olhos podres
O Filósofo anotou às 21:14.
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poesia diet para mentes gordas
O Filósofo anotou às 21:14.
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Como num clip
imagens prendem papéis
O Filósofo anotou às 21:13.
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...até porque sempre haverá uma e muitas definições mais se estivermos dispostos a levá-las a sério
O Filósofo anotou às 21:13.
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Tudo pode acontecer
Gosto quando me resta tal definição
O Filósofo anotou às 21:12.
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coisas são objetos necessariamente culturais e tudo o que lês dos desvarios só é possível porque se faz cultura. loucura animal não imagina e é, nessa medida, descontrole
loucura quem diria não é mesmo
O Filósofo anotou às 21:10.
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não comunico nada
comunico coisas
O Filósofo anotou às 21:08.
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Definições são verdades úteis enquanto tais.
O Filósofo anotou às 21:05.
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Conflito: uma bola sem moleques
O Filósofo anotou às 21:04.
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Testar testar testar testar testar testar testar
O Filósofo anotou às 21:04.
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Apetite
O Filósofo anotou às 21:03.
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Busque nos arredores aquele sinal característico. Saberá quando de repente então será
O Filósofo anotou às 21:03.
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procuraria paul rabbit escreveríamos um clássico
O Filósofo anotou às 21:02.
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a partir de amanhã não será mais amanhã
O Filósofo anotou às 21:01.
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É um jeito de escrever. Ele escreve assim.
O Filósofo anotou às 20:59.
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a vida é f...-se e a gente não nota e quer que ela seja algo como se já não fosse. a vida é só f...-se e o que mais se puder tirar dessa paz
O Filósofo anotou às 00:44.
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é preciso observar as tantas coisas que estão a nos tomar o espaço que deveria ser destinado se não já o fosse em momentos outros distantes destacados do eterno outrora, se é que me entendes. Jeito cômico de dizer f...-se
O Filósofo anotou às 00:42.
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Aprendi a crespassar fazendo poesia. Surgiu assim, certo como o sol.
O Filósofo anotou às 00:41.
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Adneído. Se não estou assim, geralmente, crespassado, dodnengado. E, pior, nem percebo.
O Filósofo anotou às 00:35.
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não há como se que gostaríamos entender coisa
O Filósofo anotou às 00:34.
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Caberia uma foto aqui. Há um grande baú em um grande lugar
O Filósofo anotou às 00:34.
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Ser é o verbo criador e é assim que se cria mundos.
Entender Deus é fácil, mas nem entendes minhas simplicidades, mancebo
O Filósofo anotou às 00:33.
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não acredito, não sei, faltou algo aqui, não foi?
O Filósofo anotou às 00:31.
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as frases vêm em turbilhões de
O Filósofo anotou às 00:31.
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...mas não faria diferença se fizesse quando aconteceu porque assim nem notaria eu.
O Filósofo anotou às 00:30.
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Já te falei de o sentido mudou. Detesto vizinhos bisbilhoteiros e dei um corre nele. Dizem que virou cafetão.
O Filósofo anotou às 00:29.
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Mais que um monte de coisas desorganizadas e dispostas em fileiras de lógicas infinitas, há o eterno molho da macarronada, em tons mostarda, brilhando, verdejando.
O Filósofo anotou às 00:29.
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Abdiquei de abdicar. Hoje é a lei.
O Filósofo anotou às 00:28.
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E não é que de tempos em tempos nóia?
O Filósofo anotou às 00:27.
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18.7.07
Fala-se muito, pensa-se bastante, sente-se pouco, bem pouco mesmo, a realidade.
Mesmo, mesmo, quando o cheiro forte de fumaça-gente nos arde nos olhos e nos obriga.
O Filósofo anotou às 09:20.
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11.7.07
nhoc!
O Filósofo anotou às 08:45.
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poesia para crianças fofas é aquela que se faz mordendo
O Filósofo anotou às 08:45.
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e o que é a poesia, tanto quanto toda a arte, esse incomensaurável sei lá
que liga
O Filósofo anotou às 08:42.
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e o perene pensar paira sobre o sono bom, melhor jeito de se ser lógico
O Filósofo anotou às 08:40.
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ou vice-versa, enviesado, do lado de lá do espelho
O Filósofo anotou às 08:38.
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não que que nunca tivesse tido tanto quanto quem pensasse alhures
O Filósofo anotou às 08:35.
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(nunca dediquei a devida importância ao verbo rolar)
O Filósofo anotou às 08:34.
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De tempos em tempos rola um tempo.
O Filósofo anotou às 08:32.
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7.1.07
É assim mesmo! Entre plantar e colher, sempre rola um adubinho.
(comentário meu daqui, ó)
O Filósofo anotou às 02:08.
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26.12.06
(eu sei que estou devendo a foto, eu sei...)
O Filósofo anotou às 20:52.
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25.12.06
Paisagens sempre ajudam muito.
É preciso, claro, estar no mundo para receber essa mãozinha.
O Filósofo anotou às 18:05.
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18.12.06
(A gente se acostuma a tirar toda a nossa força e colocar no juiz que nos olha a cada esquina insuspeita. Eu sei, dou aulas disso, embora poucos alunos dêem conta.
(Mas quando parece que é a vida que cobra, teoricamente deveríamos fazer o mesmo que deveríamos fazer com o juiz de cada esquina, ou seja, mandá-la às favas.
(Isso explica muito, sobretudo quando abdicamos do poder que é nosso de sermos um com a vida.
(Aí, meu amigo, ela assume tudo.
(Ai, ai, ai... é assim mesmo!
O Filósofo anotou às 00:04.
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17.12.06
(Então, a vida parece olhar, como se pudesse, para a minha cara com certa impaciência, como quem diz, se pudesse, "como é, vai ou não vai?")
O Filósofo anotou às 23:57.
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(querer fica um troço bem complexo quando se pode)
O Filósofo anotou às 23:55.
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Ah, se eu pudesse!
Opa! Quer dizer que pode?
O Filósofo anotou às 23:53.
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9.12.06
Transforma-se dor em tantas coisas enfadonhas. Eventualmente, em arte.
E então, nos deparamos com mais uma pecinha de um caleidoscópio que, a todo momento, inspirações a fio, nos apresenta um instantâneo do que chamamos de humano.
As pessoas gostam tanto disso. De poderem se ver, ouvir e sentir nas musiquinhas bregas, nas novelas pobres, na arte singular.
Alguém conhece uma boa editora em Vênus?
O Filósofo anotou às 23:29.
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19.9.06
De estranho elevado aprazível, olho com desdém, como se eu estivesse para além do dentro que é o meu olhar. O avesso é a medida dessa distância que chamam de universo. Por isso, minha criança sorri e somos uma só Coisa.
O Filósofo anotou às 01:00.
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Sim, Deus, queria escrever mais, queria que quisesse que eu estivesse pronto. Mas só posso querer Tua vontade.
O Filósofo anotou às 00:58.
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Esse texto aí embaixo estava prontinho há tempos. Mas precisava amadurecer. Eu precisava olhar e achar que gostaria de publicar tudo pelo amor ao estar vivo que é escrever e amar ao ler, amar ao sentir mais vontade de escrever. Isso porque tantas coisas motivaram o longo texto.
O Filósofo anotou às 00:57.
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8.8.06
Das coisas que aprendemos sobre o amor
O que chamamos de amor é coisa de alma. É como se algo lá dentro, intuitivamente, te ajudasse a ver e a identificar seus pares, sua "família espiritual". Sim, sim, o amor, o verdadeiro, o tal, não cobra nada e quando algo cobra, não é o amor, mas o que nos limita, nos torna ainda pequenos - nossos medos, inseguranças e outras formas de maldade que resumimos na palavra "paixão". Não por acaso, vários tipos de "amor-família" são dados como exemplos de amor puro: amor de mãe pelos filhos, amor entre irmãos - quando é o caso, note-se bem, pois que o amor não se limita a convenções sociais tais como "ter que" amar filho, "ter que" amar irmão. Mas, se acontece, é bom exemplo. É amor que nada cobra, e é amor puro por isso mesmo, ora pois.
Tantas vezes, gostamos tanto, tanto, tanto de pessoas, com um amor grandioso, maravilhoso, enorme, magnânimo e, além de tudo isso, sabemos que é amor real e puro que sentimos, do que temos certeza, podemos jurar e testemunhamos aquele calorzinho que sobe do peito que nos é convicção de que não vivemos simplesmente um fenômeno psicológico - aquelas armadilhas infames que tantas vezes nos apronta a nossa mente.
E, tantas vezes, nesse caso, se tratamos de possível candidato-candidata de "amor-casal", simplesmente não identificamos o projeto de casal nos olhos daquela pessoa: é amor que sentimos, sem dúvida, do puro, do magnânimo, mas não é "amor-casal". Como eu costumo dizer, e que depois virou meio que domínio público devido a filminho que rolou por aí, "não toca sininho".
Esse tal de "amor-casal" tem um projeto. Essa intuição que une as partes até que a vida os separe (mas que se é, é eterno, por não ser a possessiva coisa de possuir, mas a bem mais possessiva, essa "do bem", coisa de soltar), essa intuição dá o tom, certa certeza sem qualquer fundamento, mas que sobe do peito, que é dali, daquela relação, com aquela pessoa, que coisas verdadeiras podem acontecer. E a verdade, oras, a verdade, é o que dá certo, que não dói, que não causa tédio, que alegra, que tudo de bom, como se convencionou dizer - mais até que "tocar sininho", até porque o sininho mesmo costuma tocar pouco. Isso tudo aí eu sabia bem, já tinha aprendido com algumas moças-sininho, em verdade, bem três delas e foi só tão tanto tudo isso.
A novidade para mim veio de algo do domínio do que parecia ser só da paixão, só do que tinha de doentio o amor. O "amor-casal", esse amor que carrega consigo um projeto de uma vida comungada de algum modo, que é projeção sartreana no outro do que temos de melhor e que, assim, diferente da paixão doente, vira inspiração e crescimento, traz também um querer ficar muito forte, um essencial querer estar perto, como que uma mensagem da natureza, do nosso "lado bicho", qual recado biológico dos hormônios que nos fazem cheirar bem para o vigor sexual, qual certeza intuitiva de que, sim, aquele é um bom parceiro para a proliferação da espécie. Apenas que esse olhar, esse gostar de estar perto e fazer coisas junto nos perseguirá eternidade adentro, não como as obrigações do mito do amor monogâmico eterno, mas na constituição daquela família espiritual de pessoas que se amam pelas veredas da luz.
E se há amor, menina, mas esse querer estar perto não está perto, que fazer senão viver, momento a momento, dia após dia, amor após amor?
O Filósofo anotou às 13:17.
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1.8.06
nós
nossos nós
arejam
carinham
libertam
nossos nós
nós
O Filósofo anotou às 00:11.
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O Filósofo anotou às 00:01.
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14.7.06
a gente se vira com o que a vida dá
tenho o universo de minha janela outra
e tudo o que puder inventar e viver
O Filósofo anotou às 22:43.
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mas não gosto disso
prefiro aquela combinação entre poesias e musinhas
O Filósofo anotou às 22:38.
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